4 histórias de mulheres bem sucedidas que você precisa conhecer
Hoje, para encerrarmos com chave de ouro essa série repleta de força e feminilidade, separamos nada menos do que 4 mulheres de sucesso que resumem perfeitamente o conceito de Girl Power.
Elis Regina
Pimentinha. Não à toa esse apelido ainda cabe tão bem na Elis. Personalidade e inquietude fizeram dessa intérprete uma das vozes brasileiras mais conhecidas no mundo.
Uma mulher que, se não estava à frente do seu tempo, dialogava sobre temas contemporâneos com veemência e alto discernimento. Crítica da Ditadura, participou de movimentos para renovação política e cultural brasileira.
Encabeçou a Assim - Associação de Intérpretes e de Músicos (https://www.assim.org.br/), buscando igualdade de pagamento aos profissionais que viviam da música. Movimento que mais tarde ressoou no modelo do ECAD.
A trajetória dessa gaúcha começa aos 11 anos na rádio farroupilha. É contratada aos 15 anos, pela Rádio Gaucha zh (https://gauchazh.clicrbs.com.br/ultimas-noticias/tag/radio-gaucha/), ambas do Grupo RBS (https://www.gruporbs.com.br/, e um ano depois já estava no Rio de Janeiro para fazer o primeiro de seus álbuns.
⠀
Elis eternizou diversas músicas, entre elas:
• Águas de Março;
• Como Nossos Pais;
• O Bêbado e a Equilibrista;
• Fascinação;
• Madalena;
• Aprendendo a Jogar;
• Casa no Campo;
• Alô, Alô, Marciano;
• Romaria;
• Upa Neguinho;
• Se Eu Quiser Falar Com Deus.
⠀
⠀
Em 2020, Elis completaria 75 anos. Ela morreu em janeiro de 1982, aos 37, vítima de overdose de cocaína.
“Você precisa conhecer o lado torto da vida para conhecer o lado bonito dela. Todas as experiências pelas quais nós passamos são absolutamente válidas.”
Clarice Lispector
Neste ano ela faria 100 anos. Seu falecimento, em 9 de dezembro de 1977, fora um dia antes de completar seu aniversário de 57.
Nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, Chaya Pinkhasovna Lispector, adotou o prenome de Clarice.
A vida da escritora é tão reconhecida quanto suas célebres frases. Agora o que poucos sabem, é que sua trajetória de vida é marcada pela perda da mãe aos 8 anos e que Clarice é formada em Direito.
O desejo de escrever e atuar no jornalismo sempre estiveram presentes ao longo da trajetória estudantil e acadêmica, tanto que já buscava apresentar seus textos nos periódicos cariocas.
⠀
Antes de enfrentar um período de certa censura jornalística (Era Vargas), Clarice precisou enfrentar com muito esforço e trabalho a discriminação no ambiente jornalístico que não aceitava mulheres.
⠀
Sua obra de estreia, Perto do Coração Selvagem, ganhou, em 1943, o Prêmio Graça Aranha. Além de romances, escreveu contos, crônicas e também literatura infantil. Ganhou dois Jabutis. Sua única novela literária, A Hora da Estrela, é a sua obra mais famosa e foi publicada no ano de sua morte.
“Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho.’’
Viola Davis
Uma das atrizes mais importantes da atualidade, Viola Davis é a primeira atriz negra a receber, por suas atuações, a Tríplice Coroa: Oscar, Emmy e Tony. Respectivamente Cinema, Televisão e Teatro.
Também foi agraciada com um Globo de Ouro e um Bafta, além de tantos outros.
Foi considerada pela Revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do planeta em 2012 e novamente em 2017.
“Tudo que você precisa fazer é mover as pessoas só um pouquinho para mudanças acontecerem. Não precisa ser algo enorme.”
Ela é uma feminista declarada e porta-voz do Movimento pelos Direitos Civis dos Afrodescendentes nos EUA.
Para quem já conquistou tanta coisa grandiosa, qualquer mudança para melhor, por menor que seja, já é uma revolução.
Princesa Diana
"Sua Alteza Real a Princesa de Gales, Condessa de Chester, Duquesa da Cornualha, Duquesa de Rothesay, Condessa de Carrick, Baronesa de Renfrew, Senhora das Ilhas e Princesa da Escócia".
[Não, não é GoT].
Esse era o título completo dela, enquanto esteve casada com o príncipe Charles. Mas é mais fácil lembrar de Lady Di.
“Eu não sigo as regras estabelecidas, eu lidero com o coração, não com a cabeça.”
Diana sempre se mostrou mais que uma simples plebeia que encarnou um conto de fadas. Sua vida junto a Corte foi marcada pela constante perseguição dos tabloides de fofocas ingleses, principalmente dos fotógrafos paparazzi.
Na madrugada de 30 para 31 de agosto de 1997, essa obsessão 'jornalística' e popular provocou sua trágica e breve morte num acidente de trânsito.
A Princesa do Povo tornou-se um ícone da moda, um ideal de beleza e elegância feminina. Inteligente e astuciosa, valeu-se disso para jogar os holofotes para as causas de defendia.
Teve um importantíssimo trabalho no combate à AIDS. Quebrou a barreira do preconceito e do desconhecimento ainda na década de 80. Quando se pensava que a AIDS era transmitida pelo toque, sentou-se junto à cama de um aidético e segurou sua mão.
Foi madrinha de mais de cem (100) instituições sociais e organizações de caridade e, pela campanha contra as minas terrestres, sobretudo nos países africanos, ganhou um Nobel da Paz, entre tantos outros prêmios.
Esta sequência de posts foi apenas um pequeno gesto com o objetivo de celebrar a grandeza que existe em todas as mulheres. Falamos aqui, de poucas mulheres famosas, dentre outras, conhecidas e anônimas que transformam a nossa realidade diariamente com sua garra.